Direita "on the road"
Foi possível assistir a uma ronda de notícias acerca dos dois partidos ligados à direita - se bem que considero que só um deles é-o com propriedade.
Para além do debate que acontece na Europa acerca do falecimento da separação entre direita e esquerda, ideia que partilho, importa então comentar o último fim-de-semana:
- no PSD, o assalto ao poder ainda não começou pois a ideia de travessia no deserto não agradou a ninguém, bem longe do que aconteceu com Aznar em Espanha ou até, numa escala menor, com Durão Barroso; porém, ainda assim o líder sentiu a necessidade de um congresso para o legitimar, o que aconteceu ma non troppo, ficando a ideia de se tratar de um mandato com data de validade;
- no CDS/PP o assalto já faz correr tinta há muito tempo, talvez desde aquela famosa eleição ocorrida entre os deputados, onde já então ocorriam as trocas atrás do pano; também aqui o líder viu a sua posição validada? isso agora... parece-me que não, tendo saído mais fragilizado dentro do partido, virando-se para as bases através dos media, tendo ainda recuperado a figura de A.Correia, nobel conselheiro de Estado.
Será um sinal de renovação? ou antes um prenúncio de tempestade?!
E a esquerda?
O PS está comodamente instalado no poder (mas ainda a compensar, ou Compensan, o processo calamitoso aquando das Presidenciais), o BE está confortavelmente instalado na A.R. (se bem que em processo de digestão do desaire nas presidenciais, onde constataram que Louçã é uma menos-valia) e o PCP está regalado no seu nicho de eleitores (comme d'habitude, agora assimilando o potencial do seu líder, Jerónimo alérgico ao ar-condicionado, numa reviravolta por comparação ao Jerónimo dançarino).
Sinal dos tempos?
A suivre...
Para além do debate que acontece na Europa acerca do falecimento da separação entre direita e esquerda, ideia que partilho, importa então comentar o último fim-de-semana:
- no PSD, o assalto ao poder ainda não começou pois a ideia de travessia no deserto não agradou a ninguém, bem longe do que aconteceu com Aznar em Espanha ou até, numa escala menor, com Durão Barroso; porém, ainda assim o líder sentiu a necessidade de um congresso para o legitimar, o que aconteceu ma non troppo, ficando a ideia de se tratar de um mandato com data de validade;
- no CDS/PP o assalto já faz correr tinta há muito tempo, talvez desde aquela famosa eleição ocorrida entre os deputados, onde já então ocorriam as trocas atrás do pano; também aqui o líder viu a sua posição validada? isso agora... parece-me que não, tendo saído mais fragilizado dentro do partido, virando-se para as bases através dos media, tendo ainda recuperado a figura de A.Correia, nobel conselheiro de Estado.
Será um sinal de renovação? ou antes um prenúncio de tempestade?!
E a esquerda?
O PS está comodamente instalado no poder (mas ainda a compensar, ou Compensan, o processo calamitoso aquando das Presidenciais), o BE está confortavelmente instalado na A.R. (se bem que em processo de digestão do desaire nas presidenciais, onde constataram que Louçã é uma menos-valia) e o PCP está regalado no seu nicho de eleitores (comme d'habitude, agora assimilando o potencial do seu líder, Jerónimo alérgico ao ar-condicionado, numa reviravolta por comparação ao Jerónimo dançarino).
Sinal dos tempos?
A suivre...

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