quinta-feira, maio 03, 2007

Letargia 2

Estará este blog à espera de:

opção
1) eutanásia,
2) suicídio,
3) hibernar,
4) subsídios,
5) jantares,
6) renovação das instituições,
7) ainda mais tximpadas, depois dos últimos dois contentores?
8) da mudança de sexo do "nosso" Mr. T.,
9) das explicações do C.T. acerca da sua escolha zoo-hieráldicó-fetichista?
10) da adesão do reinaldinho ao GLORIOSO?
11) de um corte de cabelo do Ressabiado à Paulo Bento?
12) do regresso do HealthMinister, o nosso avec?
13) da saída do bispo Moniz da Prisa.pt? e sua substituição pelo Tximpalápadentro?
14) do regresso do Chamby, esteja onde ele estiver, mas sempre a surgir envolto na mais grossa camada de nevoeiro?
15) do regresso do Jagunço ao tema do esmegma, 1001 maneiras de o aplicar na cozinha e logradouro?
16) da contribuição do Marialva e do Zenão, coisa jamais assistida mas mais ansiada do que, imagine-se, o concerto do Plácido Domingo num qualquer dia da semana, calmo ou atribulado?

17) ou estão todos à espera que o facadas, esse gajo mítico-místico-e-misto deixe de postar como ó caraças?


Bem-hajam, ma non troppo

E agora... algo completamente diferente.

Ontem assistiu-se ao debate frente a frente nas Presidenciais francesas.

Antes de mais, em termos de formato televisivo, o modelo empregue (dois moderadores, escolha de temas, tempo contado ao jeito de xadrez e prorrogação temporal, se necessário fosse, com ampla difusão em quaisquer canais televisivos) foi positivo, agradável e permissivo ao debate de ideias.
Também resulta um elogio para a Cnn, a qual promoveu a melhor cobertura internacional do evento, superando até o francófono France 24.

Quanto aos temas, estes fizeram-me lembrar que as preocupações dos portugueses não estão assim tão afastadas das dos demais europeus - sendo certo que existe ainda assim vários nichos próprios a cada sociedade.
Mas vai daqui a relevância e o interesse no resultado destas presidenciais:
como é comumente (ou commumente) sabido, há muito que a Europa reclama pelo motor franco-alemão, para além de a França pertencer ao G8 e, como membro permanente, faz parte do Conselho de Segurança da Onu. Aqui, basta lembrar o não Chirac à invasão do Iraque, e ali basta ter presente a afectação dos subsídios europeus, o alargamento da Europa, etc.


Deu para perceber que existem duas formas de ser distintas e, neste momento, aptas a habitar o Eliseu.

O debate trouxe algumas surpresas quanto à maneira de estar na TV:
- Sárko surpreendeu pela sua calma, elegância, tom ponderado e até paternal, e
- Ségo surpreendeu pela sua agressividade, pelo confrontação directa, pela melhora na sua preparação dos temas e até pelo improviso demonstrado.

Estranhei o facto de Sárko, aquando da declaração final, não a ter dirigido directamente para as câmaras; de outra banda, estranhei a circunstância de Ségo não ter explorado a maior debilidade de Sárko, o seu período enquanto Ministro.

De qualquer maneira, foi um debate interessante, com cerca de duas horas e meia, onde foi possível assistir à política num ponto muito apurado.

quarta-feira, maio 02, 2007

A ver se a chafarica arrebita... upa-upa

A culpa é dos cimáticos

Paredes da Capela de Rosslyn escondiam código musical

A capela escocesa de Rosslyn, datada do século XV e que representa um papel crucial no enredo do «best-seller» «O Código Da Vinci», escondeu durante 600 anos um código musical secreto nas suas paredes, segundo estudiosos.
Os especialistas que analisaram as inscrições dos arcos da capela, Thomas Mitchell, de 75 anos, músico e ex-decifrador de códigos da britânica Royal Air Force, e o seu filho Stuart, pianista e compositor, afirmam ter descoberto uma partitura encriptada, noticia hoje o El Pais online.
O ex-militar definiu o achado como «música congelada».
«A música foi congelada no tempo pelo simbolismo», observou Mitchell na sua página da Internet, explicando que o projecto para decifrar o código de Rosslyn lhes levou 27 anos.
As pesquisas começaram quando os Mitchell ficaram intrigados com os 13 anjos músicos esculpidos detalhadamente nos arcos da capela e os 213 cubos que os acompanhavam e que descreviam pautas geométricas.
«Têm um detalhe tão delicado e tão belo que pensámos que ali teria de haver uma mensagem», contou Stuart Mitchell.
Pai e filho relacionaram as inscrições com um antigo sistema de composição, os cimáticos ou pautas Chladni (numa referência ao teórico alemão Ernst Chladni, que estudou a vibração no século XIX), que são compostos por ondas de som com tons determinados.
Thomas e Stuart Mitchell compararam, em seguida, a pauta dos cubos com um tom Chladni e assim conseguiram decifrar o código.
Chamaram à peça «Motete de Rosslyn» e acrescentaram-lhe a letra de um hino contemporâneo.
A estreia mundial em concerto será na capela, a 18 de Maio, com quatro cantores acompanhados por oito músicos a executar a peça em instrumentos medievais.

Diário Digital / Lusa